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Cerimonia Diferente

grande maioria dos casais não abre mão de fazer uma cerimônia para marcar a união, porém,  querem reinventar o ritual, nunca perder, porque cada um é único. É cada vez mais comum, promover algumas alterações no tradicional ritual. Dez anos atrás, eu arrisquei uma previsão, no futuro, os casamentos serão realizados por pessoas comuns, por parentes, avós com exemplo a dar, gente com autoridade sobre o casal.  E isso já está acontecendo. Eu fui contratada que realizar a festa de casamento do casal Katia Ortiz e Alfredo Sestini, que não eram católicos praticantes. A partir daí, convidei um amigo para conhecer o casal. Zan é médico homeopata, e começou a celebrar casamentos, através de convites dos amigos, acabou aceitando. E, na tarde de 19 de novembro de 2005, preparamos um altar sobre folhas de bananeira, com cuias cheias de água, sal, azeite, mel, velas e imagens do espírito santo. Entre os flashes de máquinas fotográficas, surge a noiva, toda de branco, com vestido Fatima Julyo de matar de lindo. Sob o olhar curioso de 150 pessoas na Ilhabela meu amigo Zan realizou a cerimônia de casamento do casal.  Assim como Katia e Alfredo, tem um monte de gente que rejeita o casamento tradicional, mas não abre mão de ser abençoado por alguma força espiritual.  A igreja foi trocada pela casa da noiva, local onde no passado, se realizavam os casamentos. Mas, hoje em dia, qualquer outro cenário inusitado, um espaço de eventos, uma casa pode ser transformada em capelas, enfim, cerimonias bem diferentes.

Os detalhes se transformam, as maneiras de registrar mudam, mas a vontade de viver o ritual é a mesma. Muita gente moderna está trocando o padre por monge ou um orador como Adair Zan. Veja a matéria:

Saiu na Veja, o médico casamenteiro
Com uma cerimônia bem cabeça, o homeopata
Adair Zan uniu quinze casais em três anos

                                                                                                                                                                                  

Eles não são padres, pastores ou coisa que o valha. Mas, isso não os impede de realizar casamentos (nenhum com validade legal). As cerimônias diferentes das convencionais vem fazendo a cabeça "e os corações" de alguns noivos paulistanos. Com um pé na filosofia e outro na meditação.

O médico homeopata, Adair Zan realizou quinze casamentos nos últimos três anos (nenhum com validade legal). Durante a cerimonia, Zan se utiliza dos quatro elementos da natureza (água, terra, fogo e ar). Zan acrescenta o quinto elemento, o casal. Os noivos são instados a interagir com os cinco elementos da natureza, colocando as mãos em potes com terra e água, além de próximo a velas. Zan considera que eles estão em contato com o ar o tempo todo, por meio da respiração. Os elementos são universais e tem estreita relação com o amor.

Zan fala sobre a união daquele casal, sobre o companheirismo e a prosperidade deles. As palavras ditas pelo médico são escolhidas após algumas conversas com os pombinhos. "Tudo é feito com a energia dos presentes, independentemente de religião ou crença." Durante a celebração, o médico pede ao público que sorria e mentalize coisas boas, "para transferir energia ao casal".

O médico cobra cerca de 2 500 reais por sua presença. Já uniu os também médicos Bibiana e Bruno Misumi em um bufê no Morumbi. O casal, que é kardecista, não queria a celebração em uma igreja. "Conversamos com o doutor Zan por dez meses", conta Bibiana. "Foram quatro encontros e inúmeros bate-papos por e-mail e telefone até acertarmos todos os detalhes."
Zan, 53 anos, realizou seu primeiro matrimônio em 1995. Convidado para uma festa de casamento na cidade de Ribeirão Pires, foi informado pelos noivos de que teria de dizer algumas palavras. Mas o homeopata só resolveu levar essa vocação a sério depois de uma viagem a Fernando de Noronha, há três anos. "Estava em busca de reflexão e pretendia mudar alguma coisa na minha vida", lembra. Lá mesmo ROSA MACIEL o convidou a fazer um casamento, pois o padre que estava previsto para o enlace ficou preso em terra. Quando Zan voltou para São Paulo, fui convidado para mais dois, um deles em Ilhabela, pela própria Rosa Maciel, que o chamoupara outro no La Luna (fotos acima). Desde então, não parou mais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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